OVNIs

Mimi Aragón
A audiodescrição transformou a vida da publicitária Mimi Aragón em 2010, a partir de um curso com Lívia Motta, no Instituto Vivo, em Porto Alegre/RS. Desde então, cada dia dessa ex-redatora e produtora de áudio é movido pelo prazer de emprestar seu olhar minucioso de virginiana e uma certa facilidade com o verbo a quem precisa das imagens vertidas em palavras.
Ao lado de quatro sócios, manteve a extinta Tagarellas Audiodescrição por quase três anos.
Na OVNI Acessibilidade Universal, idealiza e produz projetos de cultura acessível; escreve roteiros de audiodescrição; produz acessibilidade para produtos audiovisuais e eventos; ministra palestras e oficinas de sensibilização e introdução à audiodescrição. Mimi também já chegou até mais longe do que julgava poder, narrando a audiodescrição de espetáculos de teatro, um deles aos pés de um castelo medieval, em Portugal, durante a II IncludIt – Conferência Internacional para a Inclusão.
Entre suas produções, destacam-se roteiros de audiodescrição para filmes como Yonlu, O Som do Silêncio, A Cidade do Futuro, Cavalo de Santo, Memória da Pedra, A Despedida, O Homem Que Copiava, Tropa de Elite 1 e 2, Malévola, Objetos, Colegas, Tereza & Tereza, Naquela Época e Hoje e Perfeito; as séries Ruas em Transe, Mistérios de Entrever, Vida Fluxo, Os Fagundes – Tá no Sangue e As Aventuras de Minuano Kid; os espetáculos Danke, Brasil Pequeno Itinerante, Circo de Horrores e Maravilhas, Eu Não Dava Praquilo, É Proibido Miar, Teatro de Bolso Natal Cultural, A Menina do Cabelo Vermelho, Filó de Bolso, Não Me Toque Estou Cheia de Lágrimas – Sensações de Clarice Lispector, Dez Mil Seres e Inimigos de Classe; as exposições HERTZ do Lugar que Estamos, A Escuridão que Me Clareia, Este Corpo Já Foi Meu, O Som da Tinta e Sombras & Lugares; os audiolivros RioAtivo – Geografia Social do Esporte e Sonhos do Dia e para o ambiente virtual de ensino do Curso de Especialização em Educação na Cultura Digital da UFSC.
Mimi tem partilhado sua paixão pela audiodescrição e multiplicado a cultura da acessibilidade em palestras, oficinas e cursos na Bienal do Mercosul, UNESP Bauru, Faculdade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre, Feevale, Uniritter, Escola Superior de Propaganda e Marketing, Unisinos, UFRGS, IFSC, Faculdades Senac, Santander Cultural, Casa Duplan/TransLAB, Feira do Livro de Porto Alegre, Santa Casa de Misericórdia, Abrigo Cônego Paulo de Nadal, FADERS, Feira Regional do Livro de Novo Hamburgo, Secretaria da Saúde de Novo Hamburgo e Secretaria da Educação de São Leopoldo, entre outras instituições.
É colaboradora da Mostra Experimental Curta, Diversidade & Inclusão e participa da comissão julgadora do Festival Experimental Curta, Diversidade & Inclusão, eventos organizados anualmente pela Secretaria de Educação de Novo Hamburgo; também é sócia-fundadora da AGADE – Associação Gaúcha de Audiodescritores, a primeira do gênero no Brasil, e da ABAD – Associação Brasileira de Audiodescrição.
Suspira por Pixies, Elis, Van Gogh, Théâtre du Soleil, Pedro Almodóvar, Vinicius de Moraes, instrumentos musicais, Amsterdam, Lisboa, Rio de Janeiro, inverno e ambrosia. Acredita em vida extraterrestre, tem um casal de gatos vira-latas e encontrou na audiodescrição mais do que um novo ofício: a própria felicidade.

Kemi Oshiro
Desde pequena ela quis ajudar a transformar o mundo num lugar melhor para todos. Em 2011, essa jornalista descobriu um jeito e tanto de revolucionar: a audiodescrição. Kemi foi “picada pelo bichinho da acessibilidade” em um curso na Fundação Dorina Nowill para Cegos, em São Paulo. Desde então, foi a sua vida que mudou um bocado: ela trocou a redação das emissoras de tevê por um lugar na luta pela acessibilidade.
Um amigo uma vez lhe disse: “Tenha a coragem de dar o primeiro passo, que muitos parceiros vão te ajudar a dar os próximos no caminho a ser percorrido”. E foi inspirada por essa frase que ela integrou a equipe da Tagarellas Audiodescrição durante quase três anos.
Nesse clima de amizade e parceria, assinou muitos trabalhos significativos, como a audiodescrição dos filmes A Despedida, Colegas e Tereza & Tereza e dos vídeos alusivos aos 1000 dias para as Paralimpíadas organizadas pelo Comitê Paralímpico Brasileiro. Fez a narração da audiodescrição do espetáculo infantil A Menina do Cabelo Vermelho e também ministrou oficinas em duas edições da Feira do Livro de Porto Alegre, na Casa Duplan, em São Leopoldo e em Novo Hamburgo, além de participar de bate-papos com turmas de graduandos nas universidades ESPM, Unisinos e Senac, entre outras.
Os desafios são constantes – e gratificantes também, como a produção de legendas open e closed caption. Dentre seus trabalhos nessa área destacam-se vídeos institucionais para o Banrisul, os filmes O Homem Que Copiava, Saneamento Básico, O Tempo e o Vento, Tropa de Elite 2, O Palhaço, Se Eu Fosse Você, as exposições Pés-Columbinos e Projeto Rondon, o documentário Naquela Época e Hoje e o curta-metragem Seu Arlindo Vai à Loucura, exibido em uma sessão acessível na Sala Redenção da UFRGS e no Projeto Vizinhança, em Porto Alegre.
Kemi é acadêmica do curso de Letras/LIBRAS, na UFRGS, cinéfila inveterada, atriz nas horas vagas, gosta de correr e de escutar Ramones. Seu vício é brigadeiro, mas, acima de tudo, viajar. Porque ela sabe que no mundo ainda existem muitos lugares a serem vistos e transformados. Por isso, ela nunca vai parar de transformar imagens em palavras.

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