Peter Gossweiler

OVNI pousa no Vila Flores, em Porto Alegre/RS

(descrição da imagem) Na foto colorida e horizontal, uma vista do pátio interno do complexo arquitetônico do Vila Flores em um dia claro. Dois prédios de alvenaria com três andares cada estão dispostos em forma de L, o mais visível da esquerda para o centro da foto e o outro ao fundo, na direita. O aspecto de ambos é rústico e alegre, com tijolos aparentes, alvenaria envelhecida, janelas envidraçadas basculantes ou de madeira, sacadas em tons vibrantes, algumas delas exibindo desenhos coloridos a tinta spray, conhecidos como grafites, e, em cada telhado, três pequenos sótãos de madeira, chamados de águas-furtadas. O pátio é de paralelepípedos e ao longo dele estão distribuídos grandes carretéis virados feito mesas, bancos de madeira e concreto, tonéis coloridos de metal, lixeiras para coleta seletiva e canteiros com folhagens. (fim da descrição) Foto: Juliana Prestes.

Nossa nave acaba de chegar ao Vila Flores, um dos polos de economia criativa mais revolucionários de Porto Alegre/RS, misturando cultura, educação, inovação social, empreendedorismo e gestão colaborativa. A OVNI Acessibilidade Universal agora compartilha um dos espaços do Vila com as artistas visuais Márcia Braga e Miriam Gomes. O endereço é Rua São Carlos, 753/53 – Bairro Floresta. Nossos canais de contato seguem os mesmos: Fones 51 98451 2115 (Mimi Aragón) e 51 99208 1176 (Kemi Oshiro), E-mail ovniacessibilidade@gmail.com, Facebook, Blog e Youtube.

(descrição da imagem) Na foto horizontal, parte em preto e branco, parte colorida, as duas sócias da OVNI Acessibilidade Universal, Kemi Oshiro e Mimi Aragón, fazem graça junto a uma parede escura com o desenho a giz em amarelo e azul, no centro da imagem, de um disco voador perto de um planeta chamado Vila Flores, onde duas criaturas extraterrestres cravam uma bandeirola com o nome OVNI. Kemi, na esquerda, e Mimi, na direita, aparecem da cintura para cima, de perfil, tocando uma no dedo indicador da outra, com expressão de espanto: olhos arregalados e boca aberta. Retratadas em preto e branco, somente suas mãos estão coloridas. Kemi é magra, tem a pele bronzeada, cabelos pretos, longos e lisos, e usa suéter claro de mangas longas. Mimi é gordinha, tem a pele muito branca, cabelos prateados, curtos e meio despenteados, e usa moletom escuro. (fim da descrição) Foto: Juliana Prestes.

Não é de hoje que sonhávamos em instalar a OVNI no Vila Flores, local que conhecemos em 2014 e onde já havíamos produzido acessibilidade para eventos como as exposições de artes visuais Este Corpo Já Foi Meu (Márcia Braga), A Escuridão Que Me Clareia (Carol W) e Hertz – do lugar que estamos (Peter Gossweiler), além do espetáculo de teatro Brasil Pequeno itinerante (Genifer Gerhardt). O namoro foi longo, mas o casamento finalmente saiu!

Levar uma empresa especializada em produzir Audiodescrição (AD), Legendas para Surdos e Ensurdecidos (LSEs) e Língua Brasileira de Sinais (LIBRAS) a um espaço vanguardista feito o Vila Flores indica que muitos agentes de transformação cultural e social já entendem a acessibilidade como requisito indispensável a todo e qualquer projeto voltado à garantia e ao avanço de direitos.

(descrição da imagem) Na foto colorida e vertical, Mimi, na esquerda, e Kemi, na direita, estão na sala da OVNI, apoiadas no parapeito de uma janela de madeira envelhecida, vistas de fora para dentro, sorrindo para nós. Ao fundo, a parede de quadro-negro com desenho a giz amarelo em um dos cantos tem o formato de nuvem na borda superior. (fim da descrição) Foto: Juliana Prestes.

Faz contato, vem tomar um cafezinho e aproveita para conhecer a nova base da OVNI Acessibilidade Universal. Daqui, os ideais de respeito às diferenças e inclusão plena parecem muito mais acessíveis.

​OVNI Acessibilidade Universal
Informação e cultura para todo mundo.
Vila Flores – Rua São Carlos, 753/53 – Bairro Floresta
Porto Alegre/RS – CEP 90220-121
51 98451 2115 | 51 99208 1176
ovniacessibilidade@gmail.com
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Exposição HERTZ do lugar que estamos, de Peter Gossweiler, no Vila Flores, receberá visita guiada com audiodescrição

HERTZ A3

A Secretaria de Estado da Cultura apresenta: Vila Flores – Uma Experiência Aberta.
HERTZ do lugar que estamos.
Peter Gossweiler + Residentes do Vila Flores.
Curadoria: Márcia Braga.
De 29.11 a 20.12.
Rua São Carlos, 753 – Bairro Floresta.
Financiamento: Vila Flores, Pró-Cultura RS, Secretaria da Cultura e Governo do Estado do Rio Grande do Sul – Todos Pelo Rio Grande.
(descrição do e-flyer) O e-flyer é horizontal e tem como fundo uma foto colorida que enquadra o ângulo reto entre duas paredes, mais ou menos na altura do rodapé, como se a foto tivesse sido tirada alguns centímetros acima do chão. O conjunto tem um aspecto envelhecido e desgastado, com as paredes brancas com rachaduras na pintura, uma camada de tinta marrom, lixada, por baixo da pintura branca e descascada do rodapé, e o chão de cimento cru. O texto está em letras brancas ou amarelas, com o título da exposição, em maiúsculas, ocupando a metade superior da foto. Centralizadas no rodapé, as logomarcas dos financiadores. (fim da descrição)

Exposição que reúne obras inéditas de arte sonora receberá o público usuário da audiodescrição no dia 17 de dezembro, no Centro Cultural Vila Flores, com entrada franca

A OVNI Acessibilidade Universal faz, no dia 17 de dezembro, sábado, às 16h, uma visita com mediação audiodescrita à exposição HERTZ do lugar que estamos, do artista Peter Gossweiler, no Centro Cultural Vila Flores (Rua São Carlos, 753, na altura da Rua Hoffmann – Bairro Floresta), com entrada franca. Para quem desejar, um grupo se reunirá às 15h30 no portão central do Zaffari da Cristóvão Colombo (Avenida Cristóvão Colombo, 1271, esquina com a Rua Hoffmann), a uma quadra do local, com saída 15h45 para o Vila Flores. Confirme sua presença no grupo pelo e-mail ovniacessibilidade@gmail.com ou pelos fones (51) 98451 2115, (51) 3508 6709 ou (51) 99208 1176. A visita, embora planejada aos usuários da audiodescrição, é aberta ao público em geral, que poderá acompanhar a atividade de olhos vendados.

A exposição é constituída por quatro obras inéditas, concebidas por Peter em parceria com artistas residentes do Vila Flores, e curadoria de Márcia Braga.  HERTZ do lugar que estamos faz parte do programa Vila Flores – Uma Experiência Aberta, iniciativa da Associação Cultural Vila Flores  realizada com recursos do Fundo de Apoio à Cultura (PRÓ-CULTURA RS FAC), Lei nº 13.490/10.  A exposição fica em cartaz até 20 de dezembro, de terça a sexta, das 14h às 18h, e quando houver eventos no final de semana.

Sobre Peter Gossweiler
Mestrando em Artes Visuais (IA – UFRGS), onde realiza uma pesquisa sobre o limiar da percepcão da imagem sonora entre o ouvir e o escutar. Como músico, já se apresentou na Alemanha, Argentina, Áustria, Bulgária, Chile, China, Estados Unidos, Inglaterra, Japão, País de Gales e Taiwan, assim como em algumas cidades do Brasil. Em Florianópolis, organizou (entre 2006 e 2012) 18 edições do Festival de Música Livre, dedicado à Música Experimental e ao Noise. Em 2009, teve 6 vídeos catalogados pela UNESCO Multimedia Archives como Elemento Cultural Intangível e, em 2011, como Diversidade Cultural.

TEXTO DA CURADORIA
por Márcia Braga.

HERTZ do lugar que estamos

“Não há algo como um espaço vazio ou um tempo vazio. Há sempre algo para se ver, algo para se ouvir.”
John Cage*

Estamos no Vila Flores, um espaço pulsante, com uma estrutura física única onde trabalham e interagem uma série de profissionais que contribuem para movimentar o cenário da economia criativa na cidade.

Peter Gossweiler é artista visual e músico. Em 2014, uma perda auditiva o obriga a afastar-se do cenário musical. Dedicado plenamente às artes visuais, o artista encontrou na arte sonora uma possibilidade de seguir trabalhando questões da música em outro campo. Sua pesquisa atual aborda processos de escuta como presença e experimentação. O compositor norte americano John Cage afirmou, a partir da sua experiência no espaço da câmara anecóica, que “há sempre algo para se ouvir” que ultrapassa os limites da percepção comum. Este algo que se constitui por mínimas vibrações que interessam ao artista como potência para uma experiência de percepção do espaço.

Os processos de colaboração são uma prática constante no Vila Flores e estão refletidos em todas as atividades do Projeto Vila Flores – Uma Experiência Aberta, realizado ao longo dos últimos três meses a partir dos recursos advindos do FAC. O momento desta exposição nos pareceu, portanto, uma oportunidade para ampliar estas práticas também para o campo das artes visuais.

Partindo deste desafio, o artista Peter Gossweiler realizou uma série de encontros e trocas com artistas residentes motivando-os a pensar o silêncio a partir de seus espaços de trabalho e os objetos que neles encontram lugar. O resultado desta interação são trabalhos desenvolvidos em co-criação que envolvem uma experiência sensorial e cognitiva do espaço a partir de mecanismos de escuta.

A exposição está composta por quatro obras que foram co-criadas e realizadas em parceria com os residentes: Marcio Machado, Carlos Farias e Vanessa Berg.

*CAGE, John. Silence: lectures and writings. Middletown: Wesleyan University Press, 1961.

Visita com mediação audiodescrita à exposição HERTZ do lugar que estamos, de Peter Gossweiler, com entrada franca.
Onde:
Centro Cultural Vila Flores (Rua São Carlos, 753, na altura da Rua Hoffmann – Bairro Floresta).
Quando: 17 de dezembro, sábado, às 16h.
Duração aproximada: 60 minutos.
Ponto de encontro: Zaffari da Cristóvão (Avenida Cristóvão Colombo, 1271, esquina com a Rua Hoffmann), a partir das 15h30. Partida para o Vila Flores às 15h45.
Inscrições para o ponto de encontro: e-mail ovniacessibilidade@gmail.com ou fones (51) 98451 2115, (51) 3508 6709 ou (51) 99208 1176.

Opções de transporte coletivo com parada na Avenida Cristóvão Colombo na altura da Rua Hoffmann:
Ônibus

T5 – Transversal 5
608 – IAPI
610 – Minuano
611 – Lindoia
617 – Iguatemi
620 – Iguatemi / V. Jardim
637 – Chácara das Pedras
TR61 – Cristóvão Colombo
671 – Carlos Gomes / Salso

Lotação
50.6 – Guerino / Lindoia
50.8 – Higienópolis – Benjanin Constant
50.81 – Higienópolis – Hospital Militar