Mirela Kruel

Audiodescrição no 46º Festival de Cinema de Gramado tem público recorde e traz sorte aos filmes em competição

Mais de 80 usuários e acompanhantes assistiram aos quatro filmes com audiodescrição ao vivo no Palácio dos Festivais. Curtas e longas brasileiros e estrangeiros exibidos na noite acessível conquistaram oito Kikitos

(descrição da imagem) Na foto colorida e horizontal, um grupo com cerca de 80 pessoas posa sorridente no tapete vermelho do 46º Festival de Cinema de Gramado, na Rua Coberta, com o Palácio dos Festivais ao fundo, ao anoitecer. Acenam para nós diante de uma reprodução com aproximadamente 3 metros do Kikito, o troféu dourado e risonho com cabeça em forma de Sol. Atrás, a maioria está em pé e os demais, à frente, estão agachados ou sentados. Algumas pessoas usam bengalas brancas ou verdes e óculos escuros. Do alto, entre refletores de luz acesos, pendem folhagens que decoram a cobertura metálica com formato abaulado. (fim da descrição) Foto: Cleiton Thiele/Agência PressPhoto.

O PÚBLICO
Pela primeira vez, uma noite inteira das mostras competitivas de curtas e longas brasileiros e estrangeiros do Festival de Cinema de Gramado teve audiodescrição ao vivo. E o público respondeu em grande número ao convite para subir a Serra e assistir a quatro filmes em um dos eventos mais tradicionais e longevos do cinema no Brasil: mais de 80 pessoas, entre usuários da audiodescrição e acompanhantes, atravessaram o Tapete Vermelho e lotaram um dos setores do Palácio dos Festivais, vindas de Porto Alegre, Nova Petrópolis, Taquara, Canela, Gramado e, até, São José do Rio Preto, em São Paulo. Um recorde absoluto no retorno da OVNI Acessibilidade Universal à produção da noite com audiodescrição ao vivo em Gramado.

(descrição da imagem) A foto colorida e horizontal retrata cerca de 80 pessoas sentadas nas poltronas vermelhas da sala de exibição no Palácio dos Festivais, junto a uma parede coberta por painéis de ripas de madeira castanha. Aproximadamente metade do público usa fones de ouvido e algumas pessoas estão de óculos escuros. Ao fundo, na direita, uma cabine com duas janelas frontais. O corredor de acesso às poltronas é forrado com carpete cinza. (fim da descrição) Foto: Cleiton Thiele/Agência PressPhoto.

A EQUIPE
No total, foram 11 profissionais envolvidos na elaboração dos roteiros, consultoria, narração, leitura de legendas, suporte e coordenação de produção: as audiodescritoras da OVNI, Mimi Aragón e Kemi Oshiro; os colegas audiodescritores Letícia Schwartz, Manoel Negraes e Rafael Braz, além de Edgar Jacques e Estela Valeriano, da ETC Filmes, empresa responsável pelo roteiro original de audiodescrição do longa Ferrugem; Denis Gosch, ator encarregado do voice over no longa estrangeiro Mi Mundial; e os produtores Juliana Prestes, Lucas André e Thayse Benedet.

(descrição da imagem) Na foto colorida e vertical, a equipe da OVNI Acessibilidade Universal no 46º Festival de Cinema de Gramado posa sorridente em uma selfie na Rua Coberta, todos com roupas pesadas de frio. À frente, ao centro, Denis Gosch faz a selfie. Atrás dele, da esquerda para a direita, Letícia Schwartz, Mimi Aragón e Juliana Prestes. Na fileira de trás, Rafael Braz, Kemi Oshiro, Lucas Andre e Thayse Benedet. Uma luz forte os ilumina. Do alto, pendem folhagens que decoram a cobertura metálica com formato abaulado. (fim da descrição)

O REGISTRO EM VÍDEO
A imprensa do Festival produziu um vídeo de 52 segundos que registra a chegada do público, depoimentos e cenas da sessão acessível. O material pode ser conferido no Facebook, e tem a seguinte descrição resumida: Na abertura, em fundo preto, os títulos TV Festival e Mostra Acessível ao lado do Kikito, o troféu dourado e risonho com cabeça em forma de Sol. Na sequência, alternam-se aos depoimentos de Kemi Oshiro, Rafael Braz e Márcia Bamberg, na Rua Coberta, cenas da chegada do público pelo Tapete Vermelho (em destaque, Paulo Valentim e família e Paulo Fernando Pires e Josiane França), dos fones de ouvido e radiorreceptores, do público nas poltronas vermelhas da sala de cinema no Palácio dos Festivais usando o equipamento de audiodescrição (em destaque, Luiz Carlos da Silva, Isabel Kaiser, Elizabete Formagio, Altair Oliveira, Bruna e Elizete Schatschineider) e de Mimi Aragón narrando na cabine. No final, no Tapete Vermelho, o grupo de usuários, acompanhantes e equipe da OVNI posa para uma foto erguendo os braços.

OS KIKITOS
E, reafirmando a tradição de sorte, os filmes exibidos na noite com audiodescrição ao vivo conquistaram ao menos um Kikito cada. O longa brasileiro Ferrugem, de Aly Muritiba, levou os prêmios de Melhor Filme, Roteiro e Desenho de Som. O curta brasileiro A Retirada Para Um Coração Bruto, de Marco Antonio Pereira, faturou os Kikitos de Melhor Trilha Sonora, Roteiro e Ator. O curta-metragem Catadora de Gente, de Mirela Kruel, rendeu à protagonista Maria Tugira Cardoso o prêmio de Melhor Atriz. Nestor Guzzini, que interpreta o pai do craque Tito Torres no longa uruguaio Mi Mundial, de Carlos Morelli, levou o Kikito de Melhor Ator.

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OVNI produz audiodescrição ao vivo no 46º Festival de Cinema de Gramado

Os quatro filmes exibidos na sessão oficial das mostras competitivas do dia 21 de agosto estarão acessíveis aos usuários da audiodescrição.


(descrição da imagem) A foto colorida e horizontal retrata cerca de 50 pessoas atravessando em fila o tapete vermelho do 43º Festival de Gramado, na Rua Coberta. Algumas usam bengalas brancas e óculos escuros. Da frente para o fundo da foto é possível identificar Mimi Aragón, Adair e Marcia Bamberg, Francimar Maia, Thaís Gonçalves, Matheus e Isa Baldin, Daniel Gause, André Campelo, Teresinha Ponciano, Luciano Ninov, Paulo Fernando Pires, Josiane França, Marilena Assis, Volnei Benfica e Leandro Pacheco, professor responsável por trazer o grupo de Taquara. À direita, em direção ao fundo, as pessoas acomodadas nas mesas externas dos restaurantes da Rua Coberta observam a passagem do público usuário da audiodescrição. (fim da descrição) Foto: Cleiton Thiele/Agência PressPhoto.

De volta à produção da noite com audiodescrição ao vivo no Festival de Cinema de Gramado, a OVNI Acessibilidade Universal prevê público recorde no Palácio dos Festivais para assistir aos quatro filmes exibidos dia 21 de agosto, a partir das 18h, durante a 46ª edição do evento, um dos mais tradicionais do cinema no Brasil. Serão aproximadamente 80 usuários de audiodesccrição e acompanhantes prestigiando os curtas-metragens brasileiros Catadora de Gente, de Mirela Kruel, e A Retirada Para Um Coração Bruto, de Marco Antonio Pereira, e os longas estrangeiro Mi Mundial, de Carlos Morelli, e brasileiro Ferrugem, de Aly Muritiba.

Além das profissionais da OVNI, Mimi Aragón e Kemi Oshiro, outros audiodescritores estão envolvidos na produção dos roteiros e na consultoria: Letícia Schwartz, Rafael Braz, Manoel Negraes e os colegas Estela K. Valeriano e Edgar Jacques, da ETC Filmes, de São Paulo, empresa responsável pelo roteiro de audiodescrição original de Ferrugem, que gentilmente cedeu o material para a narração ao vivo. Também na equipe da OVNI estão Denis Gosch, que fará a leitura das legendas de Mi Mundial, Juliana Prestes, Lucas Gasparotto e Thayse Benedet, que atuarão no apoio à produção. O equipamento de audiodescrição é fornecido pelo Grupo Evento.

Dois ônibus farão o transporte do público entre Porto Alegre e o Palácio dos Festivais, em Gramado. A produção do Festival também oferece ingressos aos usuários da audiodescrição e respectivos acompanhantes. As reservas devem ser feitas com o envio do nome completo e número de documento de identidade, além da informação sobre se o convidado é usuário ou acompanhante, exclusivamente pelo email ovniacessibilidade@gmail.com até o dia 18 de agosto, às 12h. A confirmação da reserva estará sujeita à capacidade do transporte e ao número de cortesias disponíveis. A preferência na reserva de ingressos será dada aos usuários da audiodescrição. Caso as cortesias se esgotem, os acompanhantes poderão adquirir seus ingressos pelo site https://bit.ly/2Mr7XLH.

Os ônibus partirão de Porto Alegre, do Largo Zumbi dos Palmares (antigo Largo da Epatur), na Cidade Baixa, pontualmente às 13h do dia 21 de agosto. Para o embarque, é obrigatória a apresentação do documento de identidade informado na solicitação da reserva. O retorno a Porto Alegre está marcado para as 23h do mesmo dia. Serão dois pontos de desembarque: na Estação Rodoviária e no Largo Zumbi dos Palmares. Usuários da audiodescrição que residem fora de Porto Alegre estão convidados a utilizar o transporte. Neste caso, também devem enviar seus dados para o email da OVNI para assegurar a vaga no ônibus, o ingresso para a sessão e o equipamento de audiodescrição. E, dia 21, estar presentes ao embarque no Largo Zumbi dos Palmares. Quem não precisar do transporte, mas desejar um ingresso para a sessão também deve fazer sua reserva por email.

Audiodescrição ao vivo no 46º Festival de Cinema de Gramado, dia 21 de agosto.
Programação no Palácio dos Festivais

18h
Mostra competitiva de curtas-metragens brasileiros.
Catadora de Gente (18 minutos, Rio Grande do Sul).

Direção: Mirela Kruel.
Sinopse: Catadora de Gente é Maria Tugira Cardoso. Há 30 anos a personagem do filme dedica sua vida à catação de lixo. Com sua fala lúcida a respeito da vida e de suas complexidades, Tugira narra sua história e propõe ao espectador uma reflexão profunda sobre as desigualdades sociais do Brasil.

Ficha Técnica:
Empresa Produtora: Lança Filmes.
Produção Executiva: Mirela Kruel.
Roteirista: Mirela Kruel.
Elenco: Maria Tugira Cardoso.
Direção de Fotografia: Eduardo Nascimento Rosa.
Trilha Musical: H Hunt – Journeys, Natan Ratan – Forevertime Journeys I.
Montagem: Bruno Carboni.
Desenho de Som: Bruno Carboni.

Audiodescrição:
Roteiro e narração: Mimi Aragón.
Consultoria: Manoel Negraes.


(descrição da imagem) A foto colorida e horizontal retrata uma senhora em um ambiente com fundo escuro, iluminada por uma luz que incide da esquerda para a direita. Ao centro, ela aparece do peito para cima, de frente, com o olhar ligeiramente voltado para a esquerda. Tem cerca de 60 anos, é negra, de cabelos crespos, pretos e com alguns fios prateados, enfeitados por uma faixa preta com pontinhos claros em relevo, grandes olhos castanhos e brilhantes, nariz arredondado e lábios fechados em um sorriso suave. Usa blusa roxa sob um casaco com estampa de grafismos em lilás, roxo, preto e branco. (fim da descrição) Foto: Eduardo Nascimento Rosa/Divulgação.

Mostra competitiva de longas-metragens estrangeiros.
Mi Mundial (102 minutos, Uruguai/Argentina/Brasil).
Direção: Carlos Morelli.
Sinopse: Tito, um garoto que mora na cidade de Colônia, no Uruguai, possui um talento natural para o futebol. As notícias de sua habilidade atraem um representante da Capital que lhe oferece um contrato que pode tirá-lo, e a sua família, da pobreza. A exigência dos treinos o faz abandonar os estudos e Tito deixa de ver o futebol como diversão para enfrentar precocemente as responsabilidades do mundo adulto. Quando Tito está a um passo de conseguir um contrato com o Santos, do Brasil, seu sonho se quebra em mil pedaços e ele deve voltar ao povoado para começar de novo, enfrentar o maior desafio da sua vida e tentar ser um verdadeiro campeão.

Ficha Técnica:
Empresa Produtora: La Gota Cine, Panda Filmes, Pensa & Rocca, Coral Cine e U Films.
Produção Executiva: Lucia Gaviglio Salkind.
Roteiro: Carlos Morelli, com a colaboração de Martín Salinas.
Elenco: Facundo Campelo, Candelaria Rienzi, Cesar Troncoso, Nestor Guzzini, Marcel Keoroglian e Verónica Perrota.
Direção de Fotografia: Sebastián Gallo.
Direção de Arte: Cristina Nigro.
Trilha Musical: André Sittoni.
Trilha Sonora Original: André Sittoni.
Montagem: Santiago Bednarik, Carlos Morelli.
Desenho de Som: André Sittoni.

Audiodescrição:
Roteiro: Mimi Aragón.
Consultoria: Rafael Braz.
Narração: Kemi Oshiro.
Voice over: Denis Gosch.


(descrição da imagem) A foto colorida e horizontal retrata, em um dia ensolarado, um garoto saltando de lado, os pés apontados para a esquerda, prestes a chutar uma bola de couro de gomos brancos e pretos. Ele aparece de corpo inteiro, à direita, com o braço esquerdo estendido na altura do ombro, o direito junto ao corpo e o joelho direito flexionado, com o pé a cerca de um metro da bola que flutua quase ao centro da foto, na altura da sua cabeça. Tem cerca de 13 anos, é branco, magro, de cabelos castanhos curtos e lisos. Usa camiseta alaranjada com um escudo no lado esquerdo do peito, calções brancos, meias pretas e chuteiras em cinza e vermelho. Ao fundo, a passarela de um viaduto. (fim da descrição) Foto: Sebastián Gallo/Divulgação.

20h30
Mostra competitiva de curtas-metragens brasileiros.
A Retirada Para Um Coração Bruto (14 minutos, Minas Gerais).
Direção: Marco Antonio Pereira.
Sinopse: Ozório é um senhor que vive sozinho onde o Judas perdeu as botas, na zona rural de Cordisburgo/MG. Passa seus dias ouvindo rock no rádio, enquanto vive o luto da sua companheira. Até que um movimento no céu quebra sua solidão.

Ficha Técnica:
Empresa Produtora: Estúdio Marco.
Produção Executiva: Ariane Rocha.
Roteiro: Marco Antonio Pereira.
Elenco: Manoel do Norte.
Direção de Fotografia: Marco Antonio Pereira.
Direção de Arte: Marco Antonio Pereira.
Trilha Musical: Manoel do Norte.
Trilha Sonora Original: Manoel do Norte.
Montagem: Marco Antonio Pereira.
Desenho de Som: Marco Antonio Pereira.

Audiodescrição:
Roteiro e narração: Letícia Schwartz.
Consultoria: Rafael Braz.


(descrição da imagem) A foto colorida e horizontal retrata, em um dia de céu claro com nuvens, um homem em pé em um terreno de chão batido, com vegetação baixa, algumas árvores e cerca de madeira rústica. Quase ao centro da foto, ele aparece de costas, das panturrilhas para cima, observando um grande disco voador cinzento que flutua ao fundo, a uns 50 metros acima da vegetação um pouco amarelada. O homem é magro e tem a pele marrom clara. Com a mão direita, segura a aba do chapéu de palha e usa camisa branca de mangas longas e calças jeans. (fim da descrição) Foto: Divulgação.

Mostra competitiva de longas-metragens brasileiros.
Ferrugem (100 minutos, Paraná).
Direção: Aly Muritiba.
Sinopse: Tati é uma adolescente cheia de vida, que gosta de compartilhar seus melhores momentos no Instagram e Facebook. Mas sua vida virará ao avesso quando algo que ela não queria compartilhar com ninguém cai no grupo de WhatsApp do colégio.

Ficha Técnica:
Empresa Produtora: Grafo Audiovisual.
Produção Executiva: Antônio Junior, Chris Spode.
Roteiro: Aly Muritiba e Jessica Candal.
Elenco: Tifanny Dopke, Giovanni de Lorenzi, Clarissa Kiste, Enrique Diaz, Pedro Inoue e Dudah Azevedo.
Direção de Fotografia: Rui Poças A.I.P.
Direção de Arte: Tiago Marques.
Trilha Musical: Love Is Over (Banda Copacabana Club); This Way – Michel Godoy Remix (Banda Copacabana Club e Michel Godoy); Shadow in my way (Pantanum); Eletric High (Pantanum); Infiel (Marília Mendonça).
Montagem: João Menna Barreto.
Desenho de Som: Alexandre Rogoski.

Audiodescrição original: ETC Filmes Acessibilidade.
Roteiro: Estela K. Valeriano.
Consultoria: Edgar Jacques.
Adaptação do roteiro original e narração: Kemi Oshiro.


(descrição da imagem) A foto colorida e horizontal retrata uma jovem de cabeça baixa, o rosto sério iluminado por luzes fortes em tons de roxo, vermelho e amarelo. Ao centro, ela aparece do peito para cima, de perfil, voltada para a direita. Com cerca de 16 anos, é branca, magra e tem cabelos castanhos e lisos, na altura dos ombros, sobrancelhas espessas e nariz arredondado. Usa blusa preta de mangas curtas estampada com bolinhas multicoloridas. Ao fundo, desfocadas, três pessoas com roupas coloridas. (fim da descrição) Foto: Divulgação.

Programação da 11ª Mostra de Cinema e Direitos Humanos em Porto Alegre/RS traz filmes com audiodescrição e uma conversa sobre a produção do recurso no setor audiovisual

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O Ministério dos Direitos Humanos apresenta…
11ª Mostra Cinema e Direitos Humanos.
Muestra de Cine y Derechos Humanos.
Film and Human Rights Exhibition.
Porto Alegre/RS, 6 a 11 de junho.
2017, Brasil.
Local: Cinemateca Capitólio Petrobras.
Rua Demétrio Ribeiro, 1085 – Centro Histórico, Porto Alegre.
Entrada gratuita.
http://mostracinemaedireitoshumanos.sdh.gov.br
http://www.facebook.com/11amostracinemaedireitoshumanosbrasil
Produção: ICEM – Instituto Cultura em Movimento.
Produção local: Primeira Fila Produções.
Apoio local: OVNI Acessibilidade Universal, Cinemateca Capitólio Petrobras, Secretaria Municipal da Cultura, Secretaria Municipal da Educação e Secretaria da Justiça e Direitos Humanos do RS.
Patrocínio: Itaú e BR Petrobras.
Realização: Ministério dos Direitos Humanos e Governo Federal.
(descrição do flyer) O flyer colorido e vertical tem o fundo preenchido por uma composição de pequenos triângulos em tons de azul. O texto está em letras pretas ou brancas. Na metade superior, centralizado, logo acima do nome do evento, o desenho de uma flor que traz, no lugar das pétalas, um olho esquerdo em que a íris está representada por um rolo preto de filme. Os cílios que contornam o olho também são pretos. No caule delgado, uma única folhinha verde. As informações sobre a Mostra estão centralizadas na metade inferior do flyer. No canto inferior esquerdo, um QR Code, representado por um quadrado branco preenchido com grafismos pretos. No canto inferior direito, ao lado do símbolo de reciclagem, composto por três setas brancas dispostas em forma de triângulo, o aviso: Não descarte este impresso em via pública. No rodapé, em uma faixa branca, os logotipos dos produtores, apoiadores, patrocinadores e realizadores. (fim da descrição)

As sessões com audiodescrição serão no dia 7 de junho e o debate, dia 10, sempre com entrada franca, na Cinemateca Capitólio Petrobras

A 11ª edição da Mostra Cinema e Direitos Humanos  em Porto Alegre/RS exibirá seis filmes com audiodescrição, no dia 7 de junho, quarta-feira, e, dia 10, sábado, contará com um debate sobre a produção de audiodescrição para o setor audiovisual. Toda a programação tem entrada franca e será na Cinemateca Capitólio Petrobras (Rua Demétrio Ribeiro, 1085 – esquina com a Avenida Borges de Medeiros – Centro).

Dia 7, quarta-feira, as sessões de cinema com audiodescrição iniciam-se às 14h, 16h e 17h, cada uma com dois títulos diferentes (confira as fichas técnicas e sinopses no final deste texto). Às 14h, serão exibidos A História da Menininha que Amava Borboletas e, na sequência, Precisamos Falar do Assédio. Às 16h é a vez de Pobre Preto Puto, seguido de Carol. Às 17h, Madrepérola e Meu Nome é Jacque. A audiodescrição dos filmes foi produzida pela CPL, empresa do Rio de Janeiro, com consultoria de Alessandro Câmara de Souza.

No dia 10, sábado, o debate Ver com os ouvidos: o papel da audiodescrição na produção audiovisual está marcado para as 18h, na Sala Multimídia da Cinemateca Capitólio Petrobras. A ideia é incentivar o diálogo entre os setores da produção de cinema e de acessibilidade e o público, requisito indispensável para assegurar a qualidade funcional e estética da audiodescrição. Participam da conversa Pedro Marques, produtor e diretor na Bactéria Filmes; Mimi Aragón e Kemi Oshiro, produtoras de recursos de acessibilidade comunicacional na OVNI Acessibilidade Universal; e Rafael Braz, estudante de Psicologia, consultor e usuário de audiodescrição.

A 11ª Mostra circula desde o dia 8 de maio em 26 capitais brasileiras, além do Distrito Federal, e vai até 25 de junho. Na programação, 29 filmes, entre curtas, médias e longas-metragens, todos com entrada franca e exibidos com legendas closed caption. No site da Mostra é possível acompanhar a programação completa. A expectativa é receber um público de mais de 30 mil pessoas em todo o país.

Uma realização do Ministério de Direitos Humanos, com produção nacional do Instituto Cultura em Movimento – ICEM e patrocínio da Petrobras e do Itaú, em Porto Alegre a 11ª Mostra tem produção local da Primeira Fila Produções, assessoria de imprensa de Bruna Paulin e apoio da OVNI Acessibilidade Universal, Cinemateca Capitólio Petrobras, Secretarias Municipais da Cultura e da Educação e da Secretaria da Justiça e Direitos Humanos do RS.

7 de junho, quarta-feira: sessões de filmes com audiodescrição.
Entrada franca.
14h

A História da Menininha que Amava Borboletas.
Direção: Paula Du Gelly, Estados Unidos, 2016, 4 min, ficção.
Temática: Direitos das mulheres
Classificação indicativa: 14 anos.
Roteiro de audiodescrição: Larissa Costa.
Narração: Daniel Coutinho.
Leitura de legendas: Beta Brito.
Sinopse: Para onde ela queria ir, ela não podia levar ninguém… especialmente seu passado.

Precisamos Falar do Assédio.
Direção: Paula Sacchetta, Brasil, 2016, 80 min, documentário.
Temática: Direitos das Mulheres
Classificação indicativa: 14 anos.
Roteiro de audiodescrição: Larissa Costa e Renato Calvet.
Revisão final: Larissa Costa.
Narração: Daniel Coutinho.
Sinopse: Na semana da mulher, uma van-estúdio parou em nove locais em São Paulo e no Rio de Janeiro. O objetivo era coletar depoimentos de mulheres vítimas de qualquer tipo de assédio. Ao todo, 140 decidiram falar. São relatos de mulheres de 15 a 84 anos, de zonas nobres ou periferias das duas cidades, com diferenças e semelhanças na violência que acontece todos os dias e pode se dar dentro de casa, em um beco escuro ou no meio da rua, à luz do dia. O filme traz uma amostra significativa, 26 deles. Nos depoimentos puros, sem qualquer tipo de interlocução, acompanhamos um desabafo, um momento íntimo ou a oportunidade de falarem daquilo pela primeira vez.

16h
Pobre Preto Puto.
Direção: Diego Tafarel, Brasil, 2016, 15 min, documentário.
Temática: Cidadania LGBT
Classificação indicativa: 12 anos.
Roteiro de audiodescrição: Larissa Costa.
Narração: Beta Brito.
Sinopse: Nei D’Ogum é batuque, é sexo e é negritude. É amor e contradição. Um guerreiro das causas negras, gays e transexuais. Ele é a própria causa. Autodefine-se: “pobre, preto, puto”.

Carol.
Direção: Mirela Kruel, Brasil, 2016, 20 min, documentário.
Temática: Diversidade sexual / Cidadania LGBT.
Classificação indicativa: 14 anos.
Roteiro de audiodescrição: Renato Calvet.
Revisão final: Larissa Costa.
Narração: Beta Brito.
Sinopse: A história de uma mulher que se redescobriu depois de ter passado por uma situação de violência. Um registro do seu cotidiano, suas dificuldades e angústias, sonhos e alegrias. Através da proximidade com a vida de Carol vemos como é possível superar preconceitos, tristezas, e seguir em frente.

17h
Madrepérola.
Direção: Deise Hauenstein, Brasil, 2015, 15 min, documentário.
Temática: Direitos das Mulheres.
Classificação indicativa: 10 anos.
Roteiro de audiodescrição: Larissa Costa.
Narração: Daniel Coutinho.
Sinopse: Em uma maré alheia à diversidade, vivem ostras que são afetadas por serem consideradas fora dos padrões e medidas. Essa é uma história sobre como as pérolas se formam.

Meu Nome é Jacque.
Direção: Angela Zoé, Brasil, 2106, 72 min, documentário.
Temática: Cidadania LGBT / Diversidade Sexual.
Classificação indicativa: 12 anos.
Roteiro de audiodescrição: Larissa Costa.
Narração: Daniel Machline.
Sinopse: O documentário aborda a diversidade através da história de vida de Jaqueline Côrtes, uma mulher transexual brasileira, que vive com Aids. Militante pela causa, Jacque tem a vida marcada por lutas e conquistas como representante do governo brasileiro na ONU. Hoje mora numa pequena cidade, levando uma vida voltada para a maternidade e a família. Ao acompanhar o cotidiano de Jacque, este documentário apresenta os inúmeros desafios que foram rompidos pela personagem.

10 de junho, sábado, 18h: conversa Ver com os ouvidos: o papel da audiodescrição na produção audiovisual. Entrada franca.
A produção de audiodescrição no setor audiovisual é, mais do que uma recente exigência legal no Brasil, a garantia do direito de acesso de pelo menos 36 milhões de pessoas com deficiência visual à arte cinematográfica. Entre outros requisitos, o diálogo permanente entre produtores de cinema, de acessibilidade e o público torna-se indispensável para assegurar a qualidade funcional e estética deste recurso de acessibilidade comunicacional. Participantes: Pedro Marques, produtor, diretor e artista digital na Bactéria Filmes; Mimi Aragón e Kemi Oshiro, produtoras e audiodescritoras na OVNI Acessibilidade Universal, e Rafael Braz, estudante de Psicologia, consultor e usuário de audiodescrição.

Opções de transporte coletivo com parada nas proximidades da Cinemateca Capitólio Petrobras:
Ônibus
C1 – CIRCULAR CENTRO
C2 – CIRCULAR PRACA XV
C3 – CIRCULAR URCA
165 – COHAB
168 – BELEM NOVO (VIA TRISTEZA)
171 – PONTA GROSSA
173 – CAMAQUA
178 – PRAIA DE BELAS
179 – SERRARIA
184 – JUCA BATISTA
186 – LIBERAL
187 – PADRE REUS
188 – ASSUNCAO
195 – TV
209 – RESTINGA
253 – RENASCENÇA
254 – EMBRATEL
257 – PAULINO AZURENHA/AZENHA/CASCATINHA
262 – JARDIM V. NOVA
263 – ORFANOTROFIO
264 – PRADO
265 – JARDIM MEDIANEIRA
266 – VILA NOVA
267 – LAMI (VIA BELEM NOVO)
268 – BELEM NOVO (VIA CAVALHADA)
269 – LAMI/BELEM
270 – GRUTINHA
271 – AMAPA
274 – GLORIA/AZENHA/CASCATINHA
281 – CAMPO NOVO
283 – IPANEMA/CAVALHADA
285 – NONOAI
288 – IPANEMA/MORRO ALTO
289 – RINCAO/VIA OSCAR PEREIRA
D63 – ORFANOTROFIO/DIRETA
340 – JARDIM BOTANICO
344 – SANTA MARIA
345 – SANTA CATARINA
347 – ALAMEDA
348 – JARDIM BENTO GONCALVES
361 – CEFER
375 – AGRONOMIA/INFORMATICA
395 – QUINTA DO PORTAL/SALGADO FILHO
3974 – BONSUCESSO/SANTA HELENA
398 – PINHEIRO

Lotação
02.1 – MENINO DEUS
02.11 – MENINO DEUS/ VIA JOSE DO PATROCINIO
03.1 – IPIRANGA/ PUC – BORGES
03.3 – JARDIM BOTANICO/JARDIM DO SALSO
10.1 – TRISTEZA/ASSUNCAO
10.3 – CRISTAL/OTTO NIEMEYER
10.4 – IPANEMA
10.41 – IPANEMA/JARDIM ISABEL
10.5 – GUARUJA – WENCESLAU ESCOBA
10.51 – GUARUJA – CAVALHADA
10.52 – GUARUJA/PONTA GROSSA
20.1 – MEDIANEIRA
20.11 – MEDIANEIRA / MORRO SAO CAETANO
20.2 – OTTO/TERESÓPOLIS
20.5 – ALTO TERESOPOLIS – VIA PRAIA DE BELAS
20.6 – GLORIA
30.1 – CANAL 10 VIA APARÍCIO BORGES
30.2 – PARTENON/PINHEIRO/PARADA 21